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Retina

Injeção Intravítrea Anti-VEGF: O Que É, Para Quem É Indicada e Como Funciona

📅 01 de março de 2026 ⏱ 10 min de leitura ✍️ Dr. Fernando Macei Drudi
Injeção Intravítrea Anti-VEGF: O Que É, Para Quem É Indicada e Como Funciona
Dr. Fernando Macei Drudi
Autor
Dr. Fernando Macei Drudi
CRM-SP 139.300

O que é a injeção intravítrea anti-VEGF?

A injeção intravítrea anti-VEGF é um dos tratamentos mais importantes da oftalmologia moderna para doenças que afetam a retina. O procedimento consiste na aplicação de um medicamento diretamente dentro do olho (no vítreo) para bloquear o VEGF — fator de crescimento vascular endotelial —, uma proteína que estimula o crescimento anormal de vasos sanguíneos frágeis e permeáveis.

Esses vasos anormais são responsáveis por vazamentos, hemorragias e edemas que destroem progressivamente as células da retina, levando à perda de visão central. Ao bloquear o VEGF, o medicamento interrompe esse processo e, em muitos casos, permite a recuperação parcial ou total da visão.

Para quais doenças é indicada?

A injeção anti-VEGF é o tratamento de primeira linha para diversas condições graves da retina:

  • Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) úmida — principal causa de cegueira em maiores de 50 anos no mundo ocidental
  • Retinopatia Diabética Proliferativa — complicação do diabetes que afeta os vasos da retina
  • Edema Macular Diabético (EMD) — acúmulo de líquido na mácula causado pelo diabetes
  • Oclusão de Veia da Retina — bloqueio de veias retinianas que causa edema e hemorragias
  • Neovascularização Coroidal — crescimento de vasos anormais sob a retina em diversas condições

Como funciona o procedimento?

O procedimento é realizado em ambiente ambulatorial, com duração de aproximadamente 15 a 20 minutos. O paciente recebe anestesia tópica com colírio anestésico, e o olho é preparado com antisséptico (iodo-povidona) para prevenir infecções. O médico aplica o medicamento com uma agulha fina na parte branca do olho (esclera), a cerca de 3,5 a 4 mm do limbo corneano.

Embora o procedimento possa causar desconforto leve, não é doloroso. Após a injeção, o paciente pode sentir uma leve pressão no olho e visão temporariamente turva, que se resolve em poucas horas. O retorno às atividades normais é possível no dia seguinte.

Com que frequência as injeções são necessárias?

A frequência varia conforme a doença e a resposta ao tratamento. Os protocolos mais comuns são:

  • Fase de ataque: 3 injeções mensais consecutivas para saturar o tecido com o medicamento
  • Fase de manutenção: injeções a cada 4 a 12 semanas, dependendo da atividade da doença
  • Protocolo treat-and-extend: o intervalo entre injeções é gradualmente aumentado conforme a doença é controlada

O acompanhamento com OCT (tomografia de coerência óptica) é fundamental para monitorar a resposta ao tratamento e ajustar o protocolo.

Quais medicamentos anti-VEGF são utilizados?

No Brasil, os principais medicamentos aprovados são:

  • Ranibizumabe (Lucentis®) — fragmento de anticorpo desenvolvido especificamente para uso ocular
  • Aflibercepte (Eylea®) — proteína de fusão com alta afinidade pelo VEGF, com intervalo de aplicação mais longo
  • Bevacizumabe (Avastin®) — anticorpo monoclonal usado off-label, com custo reduzido
  • Faricimabe (Vabysmo®) — medicamento de nova geração que bloqueia dois alvos (VEGF e Ang-2)

O convênio cobre a injeção anti-VEGF?

Sim. A ANS obriga os planos de saúde a cobrirem a injeção intravítrea anti-VEGF para as indicações aprovadas, incluindo DMRI úmida, edema macular diabético e oclusão de veia da retina. A cobertura inclui o procedimento e o medicamento (ranibizumabe e aflibercepte estão no rol obrigatório).

Na Drudi e Almeida, aceitamos Bradesco Saúde, Amil, Unimed, Prevent Senior, Mediservice, Pró-PM, Ameplam e outros. Entre em contato para verificar a cobertura do seu plano.

Qual o custo da injeção anti-VEGF particular?

O custo varia conforme o medicamento utilizado. O bevacizumabe (Avastin®) tem custo mais acessível, enquanto o ranibizumabe e o aflibercepte têm custo mais elevado. O procedimento em si (honorários médicos e materiais) tem custo separado do medicamento. Consulte nossa equipe para informações atualizadas de preços.

Quais são os riscos e efeitos colaterais?

A injeção intravítrea é um procedimento seguro quando realizado por especialista em ambiente adequado. Os riscos existem, mas são raros:

  • Endoftalmite (infecção intraocular) — risco de 0,01 a 0,05% por injeção
  • Descolamento de retina — risco muito baixo (<0,01%)
  • Hemorragia vítrea — possível em casos com neovascularização ativa
  • Aumento transitório da pressão intraocular — comum nas primeiras horas, geralmente sem consequências

Conclusão

A injeção intravítrea anti-VEGF revolucionou o tratamento das doenças da retina, transformando condições que antes levavam inevitavelmente à cegueira em doenças controláveis. O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento são fundamentais para preservar a visão.

Se você ou um familiar apresenta sintomas como visão distorcida, mancha escura no centro da visão ou perda súbita de visão, agende uma avaliação urgente com nosso Instituto da Retina.

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